O Benfica reagiu esta segunda-feira à tarde às imagens divulgadas pela estação televisiva SIC quanto
à violência perpetrada em Braga aquando da partida das meias-finais da
Taça da Liga, que os arsenalistas venceram nas grandes penalidades
(3x2).
O clube encarnado condena qualquer tipo de violência, seja da
parte de quem for, mas aproveita para sugerir que os novos frames, hoje tornados públicos, apareceram para «prestar um serviço a alguém».
Eis o comunicado oficial das águias:
«Onde ficou a deontologia?
Comunicado: Antena de “aluguer”
Eis o comunicado oficial das águias:
«Onde ficou a deontologia?
Comunicado: Antena de “aluguer”
Ponto prévio a tudo quanto mais à frente vai ser exposto: o Sport
Lisboa e Benfica condena, como sempre condenou, qualquer tipo de
violência.
A SIC apresentou, no passado sábado, um “exclusivo” no seu
principal bloco informativo. O exclusivo não resultou de qualquer
trabalho jornalístico, resumiu-se apenas à transmissão de imagens que
foram “entregues” a um jornalista da redacção da SIC no Porto. A SIC
limitou-se a reproduzir imagens que alguém tinha interesse em que fossem
difundidas.
Ao contrário do que mandam as normas deontológicas que regem a
profissão, a SIC avançou com as imagens sem que de forma idónea pudesse
constatar coisas tão básicas como se as imagens tinham sido previamente
seleccionadas e editadas, o tempo e as circunstâncias das mesmas. Também
teria ficado bem à SIC avisar os telespectadores que as imagens lhes
tinham sido facultadas.
Foi pena a SIC não ter querido fazer um trabalho exaustivo sobre a
violência nos campeonatos nacionais de futebol deste ano e o seu
denominador comum: Braga B-Leixões, Braga B-Belenenses, Vitória de
Guimarães B-Braga B, Braga–Paços de Ferreira e, ainda este
fim-de-semana, o Braga B-Sporting B.
Posto isto, fica claro para o Sport Lisboa e Benfica que:
a) A SIC prestou no sábado, de forma assumida, um serviço a alguém;
b) Que não quis fazer um trabalho sério sobre a violência no futebol português;
c) Que o Ministério Público deve investigar as imagens difundidas
pela SIC em forma de antena de “aluguer”, as suas causas, o
enquadramento em que tudo aquilo se verificou, mas também o crime que
está por detrás da exibição dessas mesmas imagens.»
