segunda-feira, 18 de março de 2013

Naval: treinador paga alimentação de jogadores do próprio bolso

A vida não está fácil para jogadores, treinadores e funcionários da Naval 1.º de Maio. Se na Segunda Liga a posição está mais ou menos segura, fruto dos 42 pontos na 14.ª posição na tabela, na vida pessoal os vários elementos ligados ao clube não podem dizer o mesmo. 

Os salários em atraso são uma realidade cada vez mais grave, como assume Álvaro Magalhães, o técnico principal dos figueirenses.

«Ainda agora tirei 30 euros do meu bolso para dar a um jogador para ele poder tomar o pequeno-almoço [amanhã]», comentou o treinador de 52 anos à Antena 1.

A situação, conhecida publicamente, tem-se tornado insustentável para os profissionais da Naval e já levou, inclusive, a algumas rescisões de contrato.

Ainda estes dias, Tozé Marreco, ex-Naval e atualmente no Beira-Mar, expressava numa rede social o seu desalento com as pessoas que gerem os destinos do emblema figueirense, lembrando precisamente que rescindiu contrato «por salários em atraso e por perceber que aquele clube não tinha futuro nenhum».

Álvaro Magalhães, no entanto, ainda acredita no futuro da Naval. «Acredito nas pessoas e vamos dar a volta à situação», declarou à referida rádio.