A vida não está fácil para jogadores, treinadores e funcionários da Naval 1.º de Maio. Se na Segunda Liga a
posição está mais ou menos segura, fruto dos 42 pontos na 14.ª posição
na tabela, na vida pessoal os vários elementos ligados ao clube não
podem dizer o mesmo.
Os salários em atraso são uma realidade cada vez
mais grave, como assume Álvaro Magalhães, o técnico principal dos
figueirenses.
«Ainda agora tirei 30 euros do meu bolso para dar a um jogador para ele
poder tomar o pequeno-almoço [amanhã]», comentou o treinador de 52 anos
à Antena 1.
A situação, conhecida publicamente, tem-se tornado insustentável para
os profissionais da Naval e já levou, inclusive, a algumas rescisões de
contrato.
Ainda estes dias, Tozé Marreco, ex-Naval e atualmente no Beira-Mar,
expressava numa rede social o seu desalento com as pessoas que gerem os
destinos do emblema figueirense, lembrando precisamente que rescindiu
contrato «por salários em atraso e por perceber que aquele clube não
tinha futuro nenhum».
Álvaro Magalhães, no entanto, ainda acredita no futuro da Naval.
«Acredito nas pessoas e vamos dar a volta à situação», declarou à
referida rádio.
