A seleção portuguesa chega a Telavive para o decisivo Israel-Portugal. O
jogo de sexta-feira será importante para as contas
do apuramento para o Campeonato do Mundo de
2014. Porém, os locais não parecem muito preocupados com esta questão.
O jogo assemelha-se a um pormenor. Pela manhã, chegou Barack Obama. Agora, Cristiano Ronaldo. Pelas ruas, Ronaldo é mais falado que o presidente dos Estados Unidos da América.
«Quem é mais falado entre Obama e Ronaldo? É Ronaldo, claramente. Nas ruas e nas televisões. Nos últimos dias, fizeram dezenas de reportagens sobre o Cristiano Ronaldo, sobre a Irina Shayk, depois só se vê miúdos na rua com camisolas do Ronaldo, do Real, do Manchester, enfim».
Bruno Pinheiro, português que representa o Maccabi Netanya, descreve o ambiente em Israel. E toda a conversa gira em torno de Ronaldo. «Uma das reportagens centrou-se no jogo entre o Maiorca e o Real, porque o guarda-redes do Maiorca é da seleção de Israel. Mostravam os lances, as defesas, para ver se o David Aouate sabia os segredos de Ronaldo.»
O resto da seleção nacional fica em segundo plano. Ou terceiro. Primeiro Ronaldo, depois Barack Obama, por fim a seleção.
«Não me perguntaram coisas sobre a seleção, queria era saber se conhecia pessoalmente o Ronaldo, se tinha jogado com ou contra ele, se tinha forma de levar alguns filhos de diretores do clube para conhecer o Ronaldo.»
Não vai ser fácil.
«Preferem três golos de CR que Israel a ganhar»
Bruno Pinheiro não tem dúvidas. «Os israelitas amam o futebol e acho que preferem ver três golos do Ronaldo, que ele dê espetáculo, do que ver a seleção deles a ganhar. Acho que não o vão assobiar como acontece em outros sítios. Mais tarde, se o resultado estiver a ser positivo, aí já acredito que puxem mais pela seleção de Israel.»
«Estive a perguntar algumas coisas sobre a seleção de Israel e disseram-me que vão jogar com três centrais, numa estrutura de cinco defesas. Face aos últimos resultados de Portugal, claro que é preciso ter seriedade máxima e desconfiar mas acredito que, se a seleção estiver ao seu nível, Israel não vai ter hipóteses.»
A seleção local tem argumentos para justificar a desconfiança. «A figura central é o Benayoun do Chelsea, embora as pessoas daqui digam que ele não joga nada na seleção. Depois há o Tal Ben Haim que também passou pelo Chelsea e está agora no Queens Park Rangers. Para além disso, destaco o Maor Melikson (Valenciennes), que jogou contra mim na Polónia e é muito rápido, pode ser perigoso.»
«A segurança é tanta que nem eu consigo ir»
Bruno Pinheiro não deve assistir ao embate entre Israel e Portugal, devido a uma questão familiar, mas queria satisfazer o desejo de vários jovens e levá-los à concentração da seleção nacional. Porém, a segurança complica.
«A seleção não irá sentir problemas, de certeza. Tal é o perímetro de segurança, mesmo em volta do hotel, que até eu queria lá ir e ainda não sei se consigo. Falei com um diretor da seleção para ir lá mas ele diz que a segurança é que define os acessos», remata o central.
Os portugueses tentarão encontrar uma solução. Ao seu melhor jeito.
O jogo assemelha-se a um pormenor. Pela manhã, chegou Barack Obama. Agora, Cristiano Ronaldo. Pelas ruas, Ronaldo é mais falado que o presidente dos Estados Unidos da América.
«Quem é mais falado entre Obama e Ronaldo? É Ronaldo, claramente. Nas ruas e nas televisões. Nos últimos dias, fizeram dezenas de reportagens sobre o Cristiano Ronaldo, sobre a Irina Shayk, depois só se vê miúdos na rua com camisolas do Ronaldo, do Real, do Manchester, enfim».
Bruno Pinheiro, português que representa o Maccabi Netanya, descreve o ambiente em Israel. E toda a conversa gira em torno de Ronaldo. «Uma das reportagens centrou-se no jogo entre o Maiorca e o Real, porque o guarda-redes do Maiorca é da seleção de Israel. Mostravam os lances, as defesas, para ver se o David Aouate sabia os segredos de Ronaldo.»
O resto da seleção nacional fica em segundo plano. Ou terceiro. Primeiro Ronaldo, depois Barack Obama, por fim a seleção.
«Não me perguntaram coisas sobre a seleção, queria era saber se conhecia pessoalmente o Ronaldo, se tinha jogado com ou contra ele, se tinha forma de levar alguns filhos de diretores do clube para conhecer o Ronaldo.»
Não vai ser fácil.
«Preferem três golos de CR que Israel a ganhar»
Bruno Pinheiro não tem dúvidas. «Os israelitas amam o futebol e acho que preferem ver três golos do Ronaldo, que ele dê espetáculo, do que ver a seleção deles a ganhar. Acho que não o vão assobiar como acontece em outros sítios. Mais tarde, se o resultado estiver a ser positivo, aí já acredito que puxem mais pela seleção de Israel.»
«Estive a perguntar algumas coisas sobre a seleção de Israel e disseram-me que vão jogar com três centrais, numa estrutura de cinco defesas. Face aos últimos resultados de Portugal, claro que é preciso ter seriedade máxima e desconfiar mas acredito que, se a seleção estiver ao seu nível, Israel não vai ter hipóteses.»
A seleção local tem argumentos para justificar a desconfiança. «A figura central é o Benayoun do Chelsea, embora as pessoas daqui digam que ele não joga nada na seleção. Depois há o Tal Ben Haim que também passou pelo Chelsea e está agora no Queens Park Rangers. Para além disso, destaco o Maor Melikson (Valenciennes), que jogou contra mim na Polónia e é muito rápido, pode ser perigoso.»
«A segurança é tanta que nem eu consigo ir»
Bruno Pinheiro não deve assistir ao embate entre Israel e Portugal, devido a uma questão familiar, mas queria satisfazer o desejo de vários jovens e levá-los à concentração da seleção nacional. Porém, a segurança complica.
«A seleção não irá sentir problemas, de certeza. Tal é o perímetro de segurança, mesmo em volta do hotel, que até eu queria lá ir e ainda não sei se consigo. Falei com um diretor da seleção para ir lá mas ele diz que a segurança é que define os acessos», remata o central.
Os portugueses tentarão encontrar uma solução. Ao seu melhor jeito.
